Câmara dos Deputados aprova MP da Reestruturação dos Ministérios
Senado irá agora analisar MP. Texto perde validade após quinta-feira
Senado irá agora analisar MP. Texto perde validade após quinta-feira
A Câmara dos
Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (31) a Medida Provisória
1154/23, que prevê a estrutura de ministérios do governo Lula. O placar foi de
337 votos a favor e 125, contra.
Em seguida, os
deputados acataram destaque, apresentado pelo PL, pela recriação da Fundação
Nacional da Saúde (Funasa). A medida teve apoio do governo, conforme anunciado
pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). Os demais
destaques foram rejeitados.
A MP segue para
apreciação do Senado e precisa ser aprovada até meia-noite de quinta-feira
(1º), ou perderá a validade.
Os deputados
federais aprovaram o texto-base elaborado pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr.
(MDB-AL), relator na comissão mista que analisou a MP. O relatório trouxe
mudanças nas funções de alguns ministérios, alterando a proposta original
apresentada pelo governo federal.
Em mais de duas
horas, os parlamentares se posicionaram a favor e contra a MP. Os favoráveis
argumentaram que o atual governo tem direito a organizar a estrutura pública da
forma que desejar. Os contrários manifestaram que a reestruturação representa o
inchaço da Esplanada dos Ministérios, por prever a criação de 37 pastas, sendo
31 ministérios e seis órgãos com status de ministério.
Durante todo o dia,
o governo Lula mobilizou-se para a aprovação mais rápida da MP na Câmara. No
início da noite, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL),
criticou a falta de articulação do governo com o tema e chegou a colocar em
dúvida se a votação ocorreria.
Como fica MP dos
Ministérios
O parecer do
deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) alterou diversas competências das pastas,
sendo os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e dos Povos
Indígenas (MPI) os mais afetados.
Entre as mudanças
no Ministério do Meio Ambiente, foi retirada da pasta a Agência Nacional de
Águas (ANA), passando a supervisão do órgão ao Ministério da Integração e do
Desenvolvimento Regional.
Já o Cadastro
Ambiental Rural (CAR), um cadastro eletrônico obrigatório a todas as
propriedades e posses rurais, é transferido para o Ministério da Gestão e da
Inovação em Serviços Públicos.
O MMA também perdeu
o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), o Sistema
Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) e o Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Os três sistemas
serão de responsabilidade do Ministério das Cidades.
O Ministério dos
Povos Indígenas deixará de cuidar da homologação de terras de povos
originários, devolvida à pasta da Justiça e Segurança Pública.
Além disso, houve a
redistribuição de atribuições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) –
que passou a ser vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) –
para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao qual a
companhia pertencia antes.
Pelo texto aprovado, o Mapa ficará responsável pela garantia de preços mínimos, à exceção dos produtos da sociobiodiversidade, e as ações sobre comercialização, abastecimento e armazenagem de produtos, bem como o tratamento das informações relativas aos sistemas agrícolas e pecuários.
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